17 de março de 2015

3ª feira chuvosa ...

... e tarde de limpezas cá por casa!!!
Conheço pessoas que só de pensar em limpar a casa trepam pelas paredes acima. Comigo não se passa isso. Ligo a música bem alto, começo numa ponta e cabo na outra.
Já no que diz respeito a passar a ferro ... isso já é outra história!!! Posso sempre pedir ao maridinho para tratar do assunto ... eh eh eh eh
Limpeza feita numa tarde de chuva e agora banho quentinho até ficar com a pele enrugada ... é jantar e ir aninhar-me na cama (porque no sofá não dá ... a V. ainda não instalou a fibra para a tv funcionar!!!)

21 de fevereiro de 2015

"Entre briga de marido e mulher ninguém mete a colher"

"Entre briga de marido e mulher ninguém mete a colher" - Provérbio português
 
Este provérbio sugere muita coisa e remete para outras tantas. No entanto, se calhar a mais óbvia será a temática da violência doméstica. Tem sido utilizado na campanha contra a Violência Doméstica mas com a frase “Entre marido e mulher deve meter-se a colher” porque com a entrada da nova lei contra esta problemática, este problema passou a ser considerado um crime público e não um assunto meramente doméstico.

A entrada em vigor do novo Decreto de Lei que regula a protecção das vítimas de violência doméstica fez com que se “metesse a colher” e muito mais. Todas as pessoas têm o dever de denunciar quando presenciarem ou tiverem conhecimento destas situações. É bastante habitual ouvir-se que num casamento ninguém deve opinar ou meter-se entre os assuntos do casal.

Até bem recentemente, ninguém tinha o direito de se intrometer nos assuntos privados de uma família. Isto fez com que durante muitos anos ocorressem situação de violência entre o casal e todas as pessoas fechavam os olhos, viravam a cara, etc. Antigamente, utilizava-se muito esta expressão quando existiam conflitos verbais ou não entre os dois elementos do casal. Remetia para que eles próprios resolvessem os seus problemas sem a ajuda de ninguém.

Esta nova lei proporciona às vítimas desta barbárie um conjunto de direitos que as ajuda a reerguer-se económica, social e emocionalmente. Apesar de na prática continuarem a existir muitos entraves, pelo menos, há agora uma resposta jurídica para estas vítimas saírem do pesadelo em que vivem e viveram.

Por isso, ainda bem que se mete a colher entre briga de marido e mulher para que se ponha um ponto final neste problema tão presente na nossa sociedade.

Quando um casal inicia uma vida em comum, é normal que haja interferência de ambas as famílias de origem. Cabe, no entanto, ao casal que estas interferências sejam ou não benéficas para o mesmo e para as suas decisões de vida. Além disso, os modelos de infância que cada elemento do casal aprende tendem a ser repetidos de geração em geração e, muitas vezes originam conflitos mais ou menos graves nas relações familiares. Dispensam-se as pessoas que têm como única intenção bisbilhotar e dar palpites sobre a vida dos outros e isto inclui pais, sogros, irmãos e amigos que desejam unicamente criticar, julgar e acusar. No entanto se o objectivo destes é unir, sugerir alternativas, novos caminhos e opções (que por vezes estão mesmo à frente do casal e este não vê, seja lá porque razão for) aceitam-se de bom grado.

Com o passar do tempo, se os conflitos não se resolvem, estes tendem a ser cada vez maiores e a relação de casal entra numa espiral tão negativa que nenhum dos elementos consegue comunicar, as ofensas e as acusações aumentam e, a tolerância acaba.

Quando o casal procura ajuda de um terapeuta é porque considera que a sua relação ainda tem alguma hipótese, como se fosse como uma última oportunidade antes de se decidirem pelo divórcio.

Meter a colher de forma terapêutica, ajuda o casal a pensar e a reformular a sua vida, os seus sentimentos, as suas decisões e os seus conflitos, de forma a encontrar as soluções mais adequadas a si mesmo. O casal aprende a conhecer-se melhor, enquanto casal e a vida melhora em todas as esferas.

As coisas não são tão preto e branco ou sim e não como algumas pessoas pensam, também existe o cinzento ou os “nins”, por mais que alguns não gostem desta cor ou situação. É muito importante existirem várias formas de olhar, várias perspectivas sobre uma mesma situação.

Tal como refere Salvador Minuchin “Todos os casamentos têm erros. Alguns casais têm mais sucesso do que outros a repará-los.”

6 de fevereiro de 2015

Mudanças - parte 2

Por aqui já estamos na casa nova, com as coisas arrumadas.
Sinceramente, não sei o que dá mais trabalho: se encaixotar as coisas quando estamos na casa antiga, se desencaixotar as coisas quando já estamos na casa nova.
Os antigos inquilinos deixaram a casa numa lástima de sujidade e imundice. Nunca tinha visto uma casa tão nojenta. Pelo menos podiam ter limpo alguma coisa antes de ir embora. Mas não, tanto não limparam como ainda deixaram dívidas de água, luz e gás para pagar. O que é sempre bom quando ligamos para fazer novas ligações e nos dizem do outro lado que "ah e tal, o Sr./Sra. não sei quantos deixou uma dívida para pagar ...".
Enfim, depois de conversa para lá e e-mails para acolá a comprovar que eram outros inquilinos a viver na mesma casa, lá vieram fazer a ligação.
Passo seguinte: limpezas. Valeu-nos a querida Fátima que nos deu uma ajuda brutal. A Fátima é daquelas pessoas que limpam "à antiga", limpa tudo, mas mesmo tudinho.
Depois das limpezas, começar a acartar caixas, caixinhas e móveis para a casa nova. Mas como é que é possível conseguirmos acumular tanta tralha em casa, que não utilizamos?!?!?!
Sala repleta de caixas e caixinhas, com móveis à mistura.
Fomos começando a colocar as caixas nas divisões respectivas, para que o arrumar não fosse tão complicado. E, sinceramente, foi o mais acertado.
Já conseguimos arrumar praticamente tudo, à excepção do hall de entrada e do escritório. No hall de entrada estão as malas das ferramentas (que ainda fazem falta para pendurar os quadros, varões dos cortinados, prateleiras, etc, etc. No escritório, roupa para passar, dossiers de papelada para arrumar e por aí adiante.
De resto, ainda nos estamos a habituar à casa nova, a novas rotinas (o Rui passou a ter que ir de carro para o trabalho ... já não está propriamente no cima da rua ...), mas estamos a gostar muito. Posso mesmo dizer que esta casa é o nosso lar e a outra não. Nunca consegui sentir a outra dessa maneira. Mas esta sinto! Pergunto-me a mim mesma porque razão será ... mas isso vai para um outro post.
E sim ... já devíamos ter decidido há muito tempo mudar de casa!!!

25 de janeiro de 2015

Terapia Familiar

Depois de 6 anos a trabalhar na instituição onde eu estava, fiquei desempregada.
Durante o tempo que estive a trabalhar era de todo impensável fazer um curso, Pós-Graduação ou Mestrado. Não que não tivesse vontade ou quisesse fazer, muito pelo contrário, mas porque o ritmo de trabalho e o próprio trabalho eram tão absorventes que era injusto ir fazer o curso e não o aproveitar ao máximo para depois utilizá-lo.
 
Não sei se só aconteceu comigo, mas chegou a um ponto em que precisava de fazer uma reciclagem de aprendizagens. No entanto, não estava interessada em fazer nenhum mestrado em Serviço Social nem em Psicologia, Recursos Humanos ou outra coisa qualquer. Pesquisei as Pós-graduações e nenhuma me preenchia totalmente. Para que é que ia pagar um balúrdio de dinheiro numa formação que depois não me iria servir para nada em contexto laboral?!
 
Houve um bendito dia que estava a ver os meus e-mails e de repente vejo um que dizia que a Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar iria iniciar um Curso de Sensibilização à Terapia Familiar e Sistémica em Janeiro de 2015. Duração de 7 meses ... pesquisei, pesquisei e ... cheguei à conclusão que era mesmo este curso que me faltava à formação de base (Serviço Social).
 
Tinha que fazer alguma coisa de útil para a minha formação porque senão iria começar a dar com a cabeça nas paredes. Isto de se ficar desempregada tem muito que se lhe diga. E o ritmo alucinante que era o meu dia a dia, notei bastante diferença em abrandar o ritmo. De início, soube bem, porque estava completamente de rastos, cansada mesmo, do trabalho, pessoalmente (mas isso fica para outro post), etc. Mas com o passar do tempo, comecei a sentir que me estava a fazer falta as coisas que fazia diariamente.
 
O Curso de Sensibilização iniciou-se este mês e só com uma sessão tenho a certeza absoluta que fiz a escolha mais acertada. Espero que o sonho se concretize um dia (porque eu sou muito mas muito teimosa e quero que se concretize) e quando o Curso acabar (daqui a 3 anos) vou pensar seriamente em abrir um gabinete próprio de Terapeuta Familiar.
 
Até lá vou fazendo o curso, enviando CV's e, muito em breve, trabalhar!!!
 
 
 
 

Mudanças - parte 1

Pela primeira vez na vida, não me importo com as coisas desarrumadas cá por casa porque mais cedo ou mais tarde elas vão ser arrumadas noutro lado. Caixas empilhadas umas em cima das outras, tapetes enrolados prontos para partir, móveis completamente vazios a aguardar a ida, ...
Apesar de parecer uma saltimbanca e vir unicamente dormir e comer o pequeno-almoço em casa, já estou naquela fase que não tenho qualquer ligação com esta casa e preciso urgentemente de mudar para a outra.
Enquanto isso, cá por casa, vamos aprendendo e aproveitando viver no meio da confusão e ... De certa forma até é agradável!!!

22 de janeiro de 2015

Destralhar a tralha

Há coisas que por mais que queiramos adiar (porque realmente não é das coisas mais apetitosas), chega o dia em que nos levantamos e dizemos "é hoje". E foi mesmo hoje que me levantei e disse a mim mesma que tinha que organizar o meu quarto em casa dos meus pais.
Quando fui viver com o meu marido há 3 anos (já passaram 3 anos?!?!), não levei os livros, dossiês, encadernações da licenciatura, porque uma vez que vivemos relativamente perto da casa da meus pais, achei que não valia a pena levar. Basicamente, era mais uma coisa para encher a nossa micro casa e, já que era uma micro casa, era melhor não enchê-la de tralha.
Passou-se o mesmo com todo o material de pintura, revistas e livros. Pensando bem, acho que isto é outras coisas fizeram com que deixasse de pintar (e tenho tantas saudades). Mas vou deixar de ter porque é uma dos meus objectivos para este ano de 2015.
Comecei por tirar caixas, caixinhas, dossiers de ciclo/secundários e alguns livros de inglês, francês, etc. Tudo para a arrecadação. Depois, numa estante os documentos dos estágios da Licenciatura, dossiers, encadernações e livros. Na outra estante ficaram as coisas de pintura e artes decorativas (livros, revistas, etc.) e os livros que vou lendo (que são mais que muito porque sou uma daquelas pessoas que assim que começa a ler um livro não existe mais nada).
Não consegui arrumar tudo, mas está no bom caminho.
Uma pessoa só tem consciência que tem demasiadas coisas a encherem o quarto quando começa a deitar as coisas fora e pensa "mas para que raio é que eu quero isto?!". Só serve para encher uma divisão e a nossa cabeça ... Já lá vão 6 sacos de coisas para o lixo!!! E a saga continua ...